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Karam, da LEAP: a legalização é o remédio para a violência no Rio

Revista Exame – 19 outubro 2017

“(…) A única maneira de acabar com o tráfico é legalizando as drogas. Enquanto houver demanda haverá oferta, e o tráfico só existe por causa da proibição. Com a legalização, o comércio aconteceria abertamente, de forma institucionalizada e sem violência (…).”


A legalização das drogas diminuiria a violência no Rio?

Jornal O GLOBO – 01 outubro 2017

“A legalização das drogas é uma medida fundamental e urgente para se reduzir a violência não só no Rio, mas no Brasil e no mundo. A ilegalidade em que esse mercado foi colocado é o que provoca disputas violentas entre grupos de poder, como estamos vendo na Rocinha. Hoje as bebidas alcoólicas são drogas lícitas, mas quando foram proibidas nos Estados Unidos, entre 1920 e 1933, também havia esse tipo de conflito em torno do álcool. Legalizar não significa liberar indiscriminadamente, mas promover a regulação e o controle sobre a produção, o comércio e o consumo de todas as drogas hoje ilícitas, e não somente da maconha.”

MARIA LUCIA KARAM

Juíza aposentada e presidente da Agentes da Lei contra a Proibição (LEAP BRASIL)


Karam defende fim da proibição à produção, ao comércio e ao consumo de drogas

IAB – Instituto dos Advogados Brasileiros – Notícias – 02 setembro 2017

“’A política de guerra às drogas, lançada pelo presidente americano Richard Nixon, em 1971, se espalhou pelo mundo e não obteve êxito, embora tenha aumentado expressivamente a taxa de encarceramento em diversos países, como o Brasil, que hoje possui a quarta maior população carcerária do planeta’. A afirmação foi feita pela juíza aposentada do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Maria Lúcia Karam, no final da manhã desta sexta-feira (1/9), no Congresso Nacional do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), que está sendo realizado no Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB). A ex-magistrada defendeu ‘o fim da proibição à produção, ao comércio e ao consumo de todas as drogas’ na sua palestra no painel Sistema penitenciário e Lei de Drogas (…).”


“A polícia que mais mata é também a que mais morre”, diz ex-comandante-geral da PM no Rio”

Entrevista do porta-voz da LEAP BRASIL Coronel PM (RR) Íbis Silva Pereira – UOL – 25 julho 2017

“(…) O foco na guerra às drogas é um dos principais problemas da política nacional de segurança. Achar que com o direito penal, com mais enfrentamento, você vai resolver um problema ligado à saúde. Aí você tem uma alta letalidade de policiais (…). Há toda uma narrativa de guerra. E a crítica, quando é feita, é para o dedo que aperta o gatilho. Seja esse dedo o do policial ou do criminoso. Não se enxerga a ausência de política pública por trás disso (…).”


“Para combater a violência na cidade, produzimos violência nas favelas”

Entrevista do porta-voz da LEAP BRASIL Delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone – Carta Capital – 15 julho 2017

“(…) A legalização das drogas é o único caminho político capaz de acabar com o tráfico, no sentido de que, se as drogas forem legalizadas, não teremos mais a figura do traficante, ele desaparecerá (…).”


LETALIDADE POLICIAL NO BRASIL TEM A MARCA DA PROIBIÇÃO DAS DROGAS, AFIRMA DELEGADO

PONTE Jornalismo – 07 de maio 2017

“’A letalidade no Brasil tem a marca do proibicionismo’, cravou o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Orlando Zaccone, durante audiência sobre política de drogas realizada na ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) na sexta-feira (5/5) […]. Zaccone deu a tônica do que seria problematizado pelos demais componentes da mesa. ‘Se quisermos cuidar das vidas no Brasil, é urgente desconstruir, esse dispositivo, que é a construção do sujeito matável, que tem um nome: traficante de drogas. Temos que acabar com os traficantes de drogas. E como vamos acabar com esse sujeito matável? Legalizando a produção, o comércio e o consumo das drogas. Não tem outra forma’, defendeu […]. A juíza aposentada […] Maria Lúcia Karam também frisou a necessidade da legalização urgente das drogas […] ‘Os policiais e demais integrantes da LEAP Brasil compreendem o fracasso, os danos e o sofrimento provocados pela proibicionista política de ‘guerra às drogas’ e, por isso, claramente se pronunciam pela legalização, e consequente regulação e controle da produção, do comércio e consumo de todas as drogas’, disse […].”


COMISSÃO DEBATE LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS COMO FORMA DE REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ)/Notícias – 05 de maio 2017

“O presidente da Comissão para Acompanhar o Cumprimento das Leis da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Cumpra-se), deputado Carlos Minc (sem partido) disse que a legalização das drogas pode reduzir o número de homicídios no Brasil e auxiliar no tratamento de doenças cerebrais, através da utilização do Cannabidiol – uma substância produzida a partir da maconha usada de forma medicinal para o tratamento de doenças. A afirmação foi feita durante a audiência pública realizada nesta sexta-feira (05/05). ‘É um fato que a atual política de drogas aumenta a violência’, disse Minc. Segundo o delegado da Polícia Civil, Orlando Zaccone, a mudança na política de drogas resultaria em uma nova gestão na segurança pública. ‘Temos que acabar com o traficante e, para isso, é preciso legalizar, controlar e regulamentar o consumo de drogas’, disse. ‘O proibicionismo nunca proibiu todas as drogas. A legalização tem possibilidades reais de reduzir índices de homicídio e salvar vidas’, completou. ‘O que mata não é o consumo, mas o confronto armado’, concluiu […].”


ENTREVISTA COM O PORTA-VOZ DA LEAP BRASIL, JUIZ LUÍS CARLOS VALOIS

SUL21 – 15 de Fevereiro 2017

“(…) Hoje em dia, a droga está em todo o canto. O álcool é a droga que mais causa violência, o tabaco é a droga que mais leva pessoas ao SUS (Sistema Único de Saúde), é o que mais causa doenças, mais até do que a heroína. Mas não houve na história da proibição nenhum estudo para dizer porque o tabaco e o álcool não eram proibidos enquanto os outros eram. Até tentaram proibir o álcool nos Estados Unidos e deu no que deu. Aumentou a criminalidade, aumentou a sujeira do álcool – quer dizer, as pessoas continuaram tomando álcool, mas eram um álcool sujo. Tinha até um crack de álcool que misturava álcool e gasolina, como as pessoas não conseguiam tirar a gasolina, bebiam daquela forma mesmo. A proibição só causa coisas ruins. A gente está matando pessoas que estão indo para a escola, para o trabalho. Eu estou matando uma pessoa que está vendendo uma substância para quem quer comprar, o que é um absurdo. É um relação comercial, voluntária. Quando eu erro o tiro, ainda mato uma pessoa que não estava querendo morrer (…).”


ENTREVISTA COM O PORTA-VOZ DA LEAP BRASIL, JUIZ LUÍS CARLOS VALOIS

Folha de São Paulo – 30 de janeiro 2017

“(…) Nós estamos criando um exército para o crime organizado e não estamos resolvendo nada porque a droga continua na rua, de péssima qualidade e matando. Essa política de prender uma pessoa que está numa relação comercial que não é violenta –um vende, o outro compra– e misturar com latrocida, homicida, estuprador, é um absurdo. E pior, a gente prende uma pessoa porque está vendendo uma substância em um lugar que também vende a substância. Enquanto isso, o Estado perde dinheiro porque poderia estar regulamentando essa droga, cobrando imposto. Mas não, passa esse dinheiro para o crime organizado, e a droga continua na rua (…).”


“NA ORIGEM DOS MASSACRES”

Revista Carta Capital – 21 de janeiro 2017

“Uma aula do professor Jorge da Silva: são causas o modelo de Justiça penal discriminante e o sistema policial da ‘guerra às drogas’ (…). Temos dois problemas estruturais incontornáveis: primeiro, um modelo de Justiça penal discriminatório, há muito exaurido; e, segundo, o fato de o Brasil ter direcionado o sistema policial-penal para priorizar a chamada ‘guerra às drogas’ (…).”